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Servidora do TJRR que desenvolve teletrabalho é destaque em produtividade

A técnica judiciária do Tribunal de Justiça de Roraima Dayla Loren Marques França desempenha suas atividades na modalidade de teletrabalho desde junho deste ano, e passou a alcançar índices de produtividade satisfatórios, conforme acompanhamento feito pelo Cartório Unificado dos Juizados Especiais, local onde está lotada atualmente.

 

O teletrabalho é prestação de serviço público na qual o servidor exerce suas funções diretamente da sua residência ou outro local, sob a fiscalização da chefia imediata ou de uma comissão, e vem sendo utilizado como uma importante ferramenta para os Tribunais, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do servidor e, ao mesmo tempo, promover a celeridade e a efetividade da prestação jurisdicional.

 

A servidora requereu a sua inclusão no sistema de teletrabalho em virtude de estar em tratamento de saúde no estado de São Paulo desde 2015 por prazo indeterminado. De acordo com a servidora, essa experiência tem sido muito boa; ela afirmou estar emocionalmente mais tranquila em poder desempenhar o trabalho, conseguindo conciliar o tratamento de saúde ao qual está sendo submetida com os serviços cartorários.

 

“É uma experiência inovadora, porém, muito prática, porque eu preciso de pouco para realizar o serviço, como internet, computador e concentração. Além disso, não tenho que me isolar. Tenho dois filhos pequenos e não preciso sair do convívio familiar para poder cumprir a meta que é estabelecida pra mim. Esse mês foi ainda mais desafiador, pois tive alguns percalços. Meu filho ficou internado por uns dias e tive que parar o serviço, mas graças a Deus consegui alcançar a meta e até eu me surpreendi com o resultado. Fiquei muito satisfeita em poder ajudar o Tribunal a alcançar suas metas, e cada dia quero contribuir ainda mais com o serviço”, afirmou.

 

De acordo com o diretor de Secretaria do Cartório Unificado dos Juizados Especiais, Alexandre Martins, Dayla atuava no 3º Juizado Especial Cível, e em setembro passou a desempenhar suas atividades no Cartório Unificado. Conforme Alexandre, o grande desafio era a falta de contato físico com a servidora, mas em nenhum momento a distância foi obstáculo para o desenvolvimento do trabalho.

 

“Nesse primeiro mês de setembro passamos por uma fase de esclarecimento de dúvidas. Momento em que abríamos os processos e analisávamos de forma conjunta. No mês de outubro foram estabelecidas metas para a servidora: movimentar pelo menos 1 mil processos. Para nossa surpresa, ela não só alcançou a meta, como também fez um pouco mais, em torno de 1.100 processos movimentados. Para o mês de novembro estabelecemos como meta que ela tente superar em 50% a movimentação processual alcançada em outubro”, afirmou.

 

Ainda, conforme o diretor de Secretaria, o sistema Projudi utilizado pelo TJRR para movimentação processual permite o acompanhamento da produtividade de todo servidor, inclusive revisar o trabalho feito quando necessário. Segundo ele, o próprio servidor consegue acompanhar sua produtividade e de outros colegas. “Os Juizados estão conseguindo cumprir as metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça. Esse resultado é mérito de todos os servidores, e a servidora Dayla está contribuindo muito com esse processo”, disse.

 

Martins destacou que a servidora hoje é uma força de trabalho necessária. “Não há distinção. Ela consegue alcançar resultados aproximados daqueles que estão no cartório, demonstrando muito interesse e esforço. Essa metodologia é inovadora, de vanguarda, e tem surtido efeito muito positivo. Claro que precisa ter boa vontade do servidor. No cartório, muitas vezes ocorrem interferências externas, como por exemplo, atendimento ao público, telefone que toca, etc., e isso acaba fazendo com que o trabalho cartorário seja interrompido. Essa metodologia te oferece mais flexibilidade com horário, mas permite uma concentração maior”, concluiu.

 

O presidente do Tribunal de Justiça de Roraima, desembargador Almiro Padilha, afirmou que o motivo que impedia a servidora de exercer suas funções junto à unidade não é a doença em si, mas o fato de ter que residir em outro Estado da Federação para tratar-se, posto que Roraima não disponibiliza tal tratamento.

 

“Diante disso, o que esta Administração deve se pautar é na lealdade desta servidora, que busca no trabalho os meios necessários para manter-se no tratamento médico, promover o seu bem-estar pessoal e de sua família, sendo um exemplo a ser observado”, assinalou o presidente.